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Novos focos de incêndio reacendem discussão sobre o impacto das queimadas

Os danos são irreparáveis.

Os danos causados por um incêndio na mata são irreparáveis

Duas áreas do Parque Estadual da Serra do Papagaio – PESP e seu entorno voltaram a ficar em chamas no último domingo, dia 18. Uma entre o  Juju e a Serra do Chapéu, no lado oeste do PESP e a outra abaixo da sede do Parque, nos campos e pinheirais, à margem direita do ribeirão Santo Agostinho. De acordo com  a gerente do PESP, Clarice Lantelme, os vigias da Fazenda Santa Rita, sede do Parque, avistaram, embora a grande distância, pessoas à cavalo ateando fogo em três pontos. Esses focos se estenderam rapidamente  e, desde o domingo, dão trabalho novamente às brigadas, bombeiros, administradores do PESP e provocam tristeza e indignação a todos aqueles que defendem o meio ambiente ou, pelo menos, pagam corretamente seus impostos. Já estamos contabilizando  quase 40 dias de incêndios na região da Serra do Papagaio. Neste período, conforme declaração de Lantelme,  foram gastos mais de 130 mil reais. Bombeiros de São Lourenço e muitos brigadistas da região foram mobilizados, um grupamento do CORPAer e um helicóptero, vans, carros de passeio e pessoal das prefeituras foram envolvidos no combate aos incêndios, registrados em inúmero pontos da serra, apenas na região do PESP, sem contar o valor do trabalho voluntário de brigadistas e moradores da região que não tem preço. Os incêndios, em sua maioria, ocorrem pela intenção de queimar os campos para o pastoreio. Começar um incêndio é fácil. Difícil é controlar o fogo. É impossível garantir que não vai atingir matas e se manter por vários dias causando danos irrecuperáveis à nossa fauna e flora, sem contar o prejuízo no erário que a custa de impostos cobre todas as despesas causadas pela ignorância e pelo abuso da impunidade.

O que temos visto ocorrer durante os últimos anos é a repetição deste quadro emoldurado pelas posturas governamentais que, devido à dificuldade de negociar definitivamente com os proprietários contíguos ao PESP, contando com a compreensão destes e não utiliza as premissas legais para apurar os responsáveis, cujas multas ultrapassariam o valor das indenizações. No entanto, colocar fogo em área destinada à preservação é ilegal. É inadimíssivel que, após todo o trabalho e dinheiro que foram investidos para dominar os incêndios, alguém, pensando em seu lucro próprio, sabendo que estamos em um ano de seca incomum, desconsidere tudo isto e repita esta ação, gerando focos de incêndio em locais inacessíveis. A brigada Matutu vem trabalhando voluntariamente, há mais de 20 anos, empenhada na defesa do meio ambiente, da vida, das nascentes e do ar, independente se estamos vivendo em nossa reserva, em um Parque ou em uma APA Federal. Só quem está intimamente vinculado a este trabalho, no dia-a-dia, sabe os valores que se perdem e se gastam em um incêndio. É necessário que a imprensa, as escolas e formadores de opinião se unam e, junto ao governo, atuem para dissolver os problemas, agilizar as soluções e sensibilizar àqueles que ainda ignoram a urgência de mudança de comportamento em relação à natureza, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e ecologicamente correto na Serra do Papagaio.

Resultados do Incêndio no Juju e Serra do Chapéu
Ainda hoje, o incêndio que se iniciou no domingo, continua ardendo e dando trabalho para combatê-lo. Já foram mobilizados mais de 30 combatentes, entre brigadistas e bombeiros, um helicóptero para logística, que pousou hoje na sede do Parque, e foi pedido o apoio de um avião para o combate ao fogo.

A gerente do Parque afirma que já está tomando providências e pretende, assim que o “fogo deixar”, iniciar os encontros com os proprietários para conhecer a realidade local e ampliar a interface de diálogo para buscar soluções para os maiores problemas enfrentados no momento: o fogo e a regularização fundiária. Estamos num círculo vicioso, o fogo destrói o Parque e, se o Parque for destruído, não haverá o que preservar nem o que indenizar. Esta inconsciência gera prejuízo para todos, inclusive para o proprietário. Por outro lado, na perspectiva da gestão governamental, consideramos necessário profissionalizar brigadas, apoiar e garantir o custo do trabalho de brigadas voluntárias, há muito existentes e formadas na região, e criar e gerir um plano preventivo para evitar ações imediatistas que ficam sempre mais caras e difíceis de gerenciar. As comunidades do entorno, a população das cidades, do estado, do país e até do mundo, proprietárias, por direito, da água, do ar, e de todos os bens da natureza, chamados de “direitos difusos”, arcam com o prejuízo maior, principalmente por ter a certeza de que não soubemos trabalhar e viver, garantindo os direitos básicos das gerações futuras.

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Sistema VDI monitora Chapadão

6:30

O Incêndio neste local atingiu grande extensão queimando os campos durante à tarde e a noite de ontem. Na madrugada, se alojou nas matas e grotas, necessitando de rescaldo para que não se reacenda no calor do dia.  O vigilante fotografou a partir do posto de vigiância do alto do Matutu/Macieira e continuará monitorando durante o dia.

Fogo no Chapadão

Fogo no Chapadão - aproximação - Foto: Aton Wilches

Fogo no Chapadão

Fogo no Chapadão - Foto: Aton Wilches

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Fogo no Chapadão

19:00

Conseguimos contato com a gerente do Parque que informou sobre o foco de incêndio no Chapadão. São 20km de linha de fogo. Muito fogo de grande intensidade. Uma equipe de 10 homens se encontra no local do combate e ela aguarda contato com outras brigadas voluntárias da região para aumentar este contingente amanhã. Há a previsão para a vinda de um helicóptero de apoio e um avião para combate a partir de amanhã.

A Brigada Montada Matutu está combatendo o foco dos Pinheirais e, de acordo com os contatos recentes com a brigada, o fogo já está controlado.

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