Arquivo de agosto \19\UTC 2013

Operação Combate

Incêndio atingiu a margem direita da Cachoeira do Fundo do Matutu, nas proximidades da divisa com o Parque Estadual da Serra do Papagaio – PESP.
No dia 13, terça-feira passada, por volta das 13 horas foram detectados os primeiros sinais do fogo. Em rápida ação, 10 brigadistas da Base Matutu e 1 da Base Alagoa chegaram ao local e deram início ao combate. A ação durou cerca de 5 horas e os brigadistas deram por terminado o trabalho por volta das 20 horas naquele dia.
O retorno para averiguação, apagamento de pequenos focos e rescaldo foi feito no dia seguinte, 14/08 por 4 brigadistas do Matutu, da Brigada Montada, após o sobrevoo de avaliação. Neste mesmo dia, o incêndio foi dado como totalmente finalizado por volta das 11horas e o rescaldo foi finalizado, aproximadamente, às 17 horas
O combate contou com o apoio da Gerência do PESP, do PREVINCENDIO e da Polícia Militar, que enviaram o helicóptero.
A área queimada foi estimada em 5,6 hectares, queimando áreas de capoeira (samambaia) e candeial.
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Fundação Matutu recebe monitoramento de projeto do FUNBIO

No dia 29 de julho, a Fundação Matutu recebeu a visita de Daniela Leite, Gestora de Programas do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – FUNBIO. Está visita cumpre a etapa de monitoramento do Projeto “Bases Comunitárias Para Prevenção e Combate a Incêndios Florestais – Contribuindo com a conservação do Parque Estadual da Serra do Papagaio”. Vale lembrar que este projeto teve início em janeiro de 2012, sendo fruto de uma parceria com o Instituto Estadual de Florestas-IEF, o Previncêndio e de representantes associações comunitárias da região com financiamento do FUNBIO/TFCA. Daniela, acompanhada pela Coordenadora do Projeto e Gerente do PESP, Clarice Lantelme, permaneceu várias horas na reserva Matutu, conheceu a “Base do Matutu” e o escritório da Fundação, onde acompanhou a apresentação dos resultados obtidos no Projeto até o momento.

O monitoramento é uma espécie de reconhecimento detalhado das ações realizadas. Neste caso, Daniela foi apresentada ao Presidente da Fundação, Guilherme de Melo França e à sua Diretora Executiva Dorotéa Naddeo, com os quais obteve informações sobre a atuação da Fundação. Conversou com Aton Wilches, Coordenador da Brigada, da Base e Vice-presidente da Fundação Matutu, com Margaret Aguiar, Gestora de Compras do projeto e com Átila Naddeo que esclareceu sobre as ações de comunicação e divulgação. Sempre acompanhada pela Clarice, a vinda de Daniela foi além de um ato de monitoramento e se transformou em uma agradável visita de reconhecimento e consolidação da parceria, proporcionando uma conversa objetiva e clara sobre ações no âmbito do Projeto.

Entre outros assuntos, a Fundação Matutu, representada por seu presidente, expressou o desejo em doar os EPIs, as motocicletas e os computadores, adquiridos pelo Projeto, para as Bases. A resposta foi favorável, e agora, vamos buscar os amparos legais e os critérios para efetivarmos o repasse. Hoje todo este material já está sob a guarda das Bases, dos brigadistas que assinaram termos de compromisso e custódia. A Fundação ressalta que foi apenas uma conversa, mas, que irá, em breve iniciar pesquisas e entendimentos para definir, legalmente essa possibilidade.

A representante do FUNBIO e Clarice deixaram a reserva já era noite. No dia seguinte visitaram a Base dos Garcia, em Aiuruoca e o escritório administrativo do PESP, em Baependi. Daniela Leite ficou satisfeita com os resultados apresentados e, demonstrou que gostaria de ter conhecido as outras Bases e só não fez isso devido ao pouco tempo para cumprir sua tarefa que continuaria em outras localidades.

Ao final, a avaliação foi positiva e toda a equipe se sentiu revigorada para levar adiante o Projeto. De acordo com Lantelme, que esteve acompanhando toda a visita, Daniela, nos deu a nota de 9,9, tanto pela condução do projeto quanto pela prestação de contas/atividades. É como receber um “Excelente” pelo trabalho, pela parceria com o PESP, com o IEF e com cada um dos brigadistas, os parceiros mais incansáveis, que acreditam que podem fazer da nossa região um espaço, cada vez melhor, mais seguro e mais rico para se viver.

FUNBIO faz visita à Fundação Matutu. No escritório da Fundação, da esquerda para a direita: Clarice Lantelme, Gerente do PESP e Coordenadora do Projeto, Margaret Sabino, Ordenadora de Despesas, Guilherme de Melo França e Aton Wilches, Presidente e Vice-Presidente da Fundação Matutu, Daniela Leite, Gestora de Prgramas do FUNBIO e Maria Dorotéa de Aguiar, Diretora Executiva da Fundação Matutu

Entre as atividades do dia de visita, Daniela Leite, do FUNBIO, participou de uma breve apresentação das ações de comunicação do Projeto. Átila Naddeo, Assessor de Comunicação da Fundação Matutu e responsável pela assessoria de comunicação do Projeto apresentou o trabalho executado até o momento. Clarice Lantelme, Coordenadora do Projeto e Gerente do PESP, participou da apresentação. (foto de Aton Wilches)

Para ver todas as fotos relacionadas a esta notícia e ao projeto, clique nos links abaixo:

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PESP comemora 15 anos de existência

Em 5 de agosto de 1998, nascia o Parque Estadual da Serra do Papagaio, constituído pelo Decreto-lei nº 39.793.

Durante esses quinze anos muitas coisas aconteceram nessa área de aproximadamente 23 mil hectares e seu entorno que integra as cidades de Aiuruoca, Alagoa, Baependi, Pouso Alto e Itamonte em uma região de preservação, conservação e inigualável beleza cênica.

De acordo com Clarice Lantelme, a Gerente do PESP, a importância de comemorar esta data é poder fazer um balanço do que foi feito e do que falta fazer, das conquistas que tivemos e das propostas que foram construídas durante todo esse período e suas diversas gestões. O Parque hoje conta com muito mais apoio da população, as comunidades estão, cada dia mais,  percebendo e compreendendo a importância da preservação e conservação ambiental para sua vida e a vida de seus filhos.

Ainda enfrentamos muitos problemas, tais como a finalização de processos de regularização fundiária por parte do IEF. Mesmo que uma parte do Parque já esteja legalizada, ainda temos um longo caminho para percorrer, buscando documentação para a montagem de pastas de cada uma das propriedades afetadas. Acredita-se que, apenas em Baependi, mais de 30% já esteja legalizado. Lantelme esta trabalhando para obter informações claras sobre esse processo, mas o trabalho não é fácil, como ela mesma define: “Temos que fazer um esforço de ir a cada uma das propriedades, encontrar o proprietário,plotar a área com GPS, solicitar a documentaçãoe montar uma pasta com todos os dados que serão repassados à GEREF – Gerencia de Regularização Fundiária da DIAP – Diretoria de Áreas Protegidas/IEF. Somente a partir desse trabalho conseguiremos ter um mapeamento claro da situação”.

Clarice fez uma palestra e, com ajuda de uma apresentação em telão, contou a história do PESP, passou pela sua criação e pela ação de redesenho de limites do Parque, que, assim que for aprovado ( O  PL nº 3.687/13 já está tramitando na ALMG) consagrará uma nova relação com as comunidades. O  Projeto de redesenho, além de resolver os problemas de áreas afetadas nos cinco municípios (só Itamonte contava com mais de 150 propriedades, entre casas, benfeitorias, áreas de agricultura ou pastagem cultivada e empreendimentos, que ficarão fora do PESP, ou seja, áreas antropizadas), amplia a área do Parque em mais 3 mil hectares aproximadamente. É sempre bom lembrar que esse processo foi feito a partir de ampla consulta com os proprietários, o que possibilitou a ação conjunta do IEF/SEMAD com a população afetada na região. É a primeira vez, em Minas Gerais, e talvez no Brasil, que uma unidade de conservação é tratada dessa forma, basta lembrar o exemplo do Parque Nacional do Itatiaia, apesar dos seus 76 anos de existência, ainda não resolveu seus problemas de implantação.

Os presentes puderam entender um pouco mais sobre o trabalho de uma Gerente de UC, dos funcionários e dos processos legais que envolvem a gestão do PESP, na forma a gestão não se difere muito de outras UC’s, mas temos que lembrar que lidamos com uma área enorme, uma série de conflitos, tanto pela falta de legalização fundiária quanto pelo aspecto cultural e pelo direito de quem vive na região, e, principalmente, temos gerir tudo isso com um recurso que nem sempre é suficiente.

Clarice destacou a campanha “Parque não é pasto” e fez questão de apresentar seus bons resultados. Esta campanha é educativa e visa evitar que áreas do Parque sejam usadas para pastagem de gado e/ou outras “criações”. “É um sucesso, não tivemos gado no Parque e esse ano contabilizamos menos fogo ainda. A redução da incidência de fogo no Parque e seu entorno se deve há um conjunto de medidas que viemos implantando, o apoio da Fundação Matutu, parceira em importantes projetos como a implantação do CER-Serra do Papagaio e a criação das Bases Comunitárias de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, é um deles”.

Lantelme disse ainda da importância do Conselho Consultivo do Parque para sua gestão e apresentou o projeto de ações para organizar a visitação na UC. Esclareceu também que é preciso mudar o conceito de Parque aberto ou fechado, já que todos os Parques Estaduais, em tese, são abertos. A questão da visitação depende de uma série de ações para gerar a escalada evolutiva do Parque no rumo da visitação, neste sentido a UC tem que cumprir várias etapas para receber seus visitantes: os degraus, numerados de 0 a 4, são:  parcialmente ordenado, sem ordenamento, com ordenamento, com ordenamento e registro, com ordenamento registro e cobrança. Todas as trilhas, acessos e áreas já estão definidas no projeto, agora será preciso viabilizar sua implantação, já que o PESP se encontra no segundo degrau da escada, ou seja, sem ordenamento.

O escritório administrativo do PESP, em Baependi, recebeu muitos amigos para cantarem o “parabéns para você” para o Parque, entre eles, o Diretor Executivo do CER-Serra do Papagaio, Marcos Tridon de Carvalho e a Secretária de Meio Ambiente da cidade de Itamonte, Catarina Romanelli, destaca-se ainda  a presença de antigos moradores da região, proprietários de terras e brigadistas voluntários.

Confira, a seguir, algumas imagens do evento e para ver todas as fotos do álbum, acesse: 15 anos do PESP no Flickr.

Os funcionários, Michel Gleibson e Denida Santos, ficaram responsáveis pela decoração e organização da mesa de quitutes para acomemoração de 15 anos de existência do Parque Estadual da Serra do Papagaio, na sede do Parque em Baependi

Clarice Lantelme, a Gerente do PESP, apresentou a história do Parque, as dificuldades enfrentadas e as vitórias conquistadas, durante os 15 anos de existência do Parque Estadual da Serra do Papagaio.

A comemoração de 15 anos de existência do Parque Estadual da Serra do Papagaio foi marcada pela alegria e pela confiança de que o caminho para a preservação e conservação do meio ambiente na região está aberto.

Marcos Tridon de Carvalho, Diretor Executivo de CER-Serra do Papagaio, ladeado pelos conselheiros de Baependi, Marilze Faria da área e Anacir Cortinez, representantes da área rural.

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