Arquivo de setembro \26\UTC 2012

Muita seca e pouco fogo

Ver é uma celebração solitária. Fotografar é celebrar com o próximo!

Dia 21 a primavera chegou!

Deu o ar da graça para coroar um período de muita seca e de nenhum incêndio na região da Serra do Papagaio, diferente do ano anterior que tivemos muitas áreas queimadas, muita fauna e flora destruída. Infelizmente, nem tudo é alegria, em outras regiões do país o fogo pegou e pegou muito. Para confirmar, o jornal informa:

Em todo o país, o número de focos de calor este ano já é quase 80% maior do que no mesmo período de 2011 (setembro a setembro).

As equipes de fiscalização planejam o combate aos incêndios com base nas informações enviadas por oito satélites, que monitoram os focos de calor, representados por pontos vermelhos. Os dados são atualizados diariamente….segundo o instituto Chico Mendes, os parques e florestas nacionais mais atingidos pelo fogo estão na área que vai do Tocantins, passando pelo sudoeste do Pará e sul do Amazonas. Segundo especialistas, a principal causa das queimadas nessa faixa é a expansão agropecuária desordenada.

“Os incêndios se propagam dessa maneira: a prática de queima em propriedade rural que entra em uma unidade de conservação.

Neste ano, os incêndios já consumiram trezentos mil hectares em unidades de conservação federais.

Mas vale lembrar, aqui não!
É preciso reconhecer que não é uma questão de sorte apenas, acreditamos que os moradores, proprietários e todos aqueles que vivem desta e sobre esta região, estão mais conscientes. Reconhecem o enorme prejuízo que uma queimada, que um incêndio podem causar e isso, em conjunto com o trabalho que vem sendo realizado pelo IEF, Previncêndio, pela gerência do PESP, ongs que atuam na região e pela Fundação Matutu é o que vem garantindo uma época sem fogo.
Parabenizamos a todos os atores deste processo, mas, principalmente aos moradores desta região e aos brigadistas que se mantiveram e se mantém em estado de atenção. Vamos continuar assim, garantindo nosso futuro ambiente, a reposição das matas, fauna e flora que tanto sofreram até o ano passado.

Em tempo, o Projeto Bases Comunitárias de Proteção e Combate a Incêndios Florestais, realizado pela Fundação Matutu em conjunto com TFCA/FUNBIO e coordenado pela gerente do PESP, Clarice Lantelme, foi iniciado em fevereiro deste ano e já implantou as bases de Aiuruoca, Alagoa, Baependi e Pouso Alto. Essas bases são compostas por um coordenador e vários brigadistas, todos voluntários e que já estão equipados e trabalhando na prevenção e no combate a incêndios. A meta é termos mais um ano sem fogo em 2013, com isso ampliaremos nossa atenção para a visitação do Parque, para o turismo e para o desenvolvimento da nossa região.
Fica o convite para você conhecer a base de sua cidade, conhecer os brigadistas e o trabalho que eles fazem. Mesmo quando não temos fogo eles estão trabalhando, fazendo cursos , atuando como guias e protegendo nossas belezas naturais, a flora e fauna.

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CP-CER participa de Curso no Parque Estadual do Rio Doce

Panorâmica do Parque Estadual do RIo Doce – FOTO: Minas Sustentável

 O presidente do Conselho Participativo do CER-Serra do Papagaio, Alexandre Gaspar, Ricardo Toledo, Agente Administrativo do CER, Maria Dorotéa Naddeo, Diretora Executiva da Fundação Matutu e Madalena Matoso, assessora de Gaspar, participaram do Curso para a Elaboaração dos Planos Municipais  de Conservação da Mata Atlântica na Região Sudeste.

De acordo com o escopo do curso, “O Plano deve apontar ações prioritárias e áreas para a conservação e recuperação da vegetação nativa e da biodiversidade da Mata Atlântica, com base em um mapeamento dos remanescentes do município. O Plano deverá, igualmente, ser capaz de fornecer os subsídios ambientais a programas de ação, no âmbito dos Planos Municipais correlatos, tais como o Plano Diretor Municipal, o Plano Municipal de Saneamento Básico e o Plano de Bacia Hidrográfica.”

Durante  cinco dias, entre 10 e 15 deste mês, os representantes do CER-Serra do Papagaio, participaram de atividades dirigidas por Sandra Steinmetz,  Paulo Sztutman e Alexandre da Ambiental Consuulting, que possibilitarão a elaboração dos Planos Municipais de Mata Atlântica-PMMA, para os municípios do Consórcio. Os três consultores disponibilizaram, através de vários contéudos específicos, as etapas de elaboaração dos PMMA’s.

O curso teve quatro versões presenciais, sendo apenas essa em Minas Gerais e uma versão online para quem se interessou em fazer o curso e não pode participar presencialmente, Sandra informou que as inscrições para o curso online foram prorrogadas mas não esepcificou a data. Quem quiser fazer  pode tentar se inscrever através da página do Curso, mesmo tendo como data final para inscrições, o dia 7 de setembro.

O endereço para conhecer mais sobre o projeto e se inscrever é: http://www.pmma.etc.br/

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CER-Serra do Papagaio promove capacitação com Oficina Municipal

Integrantes do Conselho Participativo do CER – CP-CER, durante dois dias, participaram de capacitação com a Oficina Municipal. Região, Serra do Papagaio e Consórcio Público foram os principais conceitos trabalhados. Aproximadamente 20 pessoas estiveram reunidas tendo à frente Mikael Linder e Narjara Thamiz, da Oficina Municipal, e o Dr. Wladimir Antonio Ribeiro. Maria Dorotéa Naddeo, Diretora Executiva da Fundação Matutu, acompanhou de perto todo o encontro durante os dias 23 e 24 de agosto.

O salão da Escola Estadual N. Sra. de Monteserrat, em Baependi, foi cedido ao CER-Serra do Papagaio para o encontro do grupo que manteve o interesse e a ação participativa durante todo o tempo. No início, Narjara promoveu a interação entre os conselheiros através de uma dinâmica conhecida como cadeira vazia. Todos puderam tirar dúvidas sobre todos os temas relativos ao Consórcio, buscando entendimento sobre a gestão pública intermunicipal.

A partir do segundo dia os conselheiros trabalharam, juntamente com Mikael Linder, o tema “Região e Desenvolvimento na Serra do Papagaio”. Achar o foco do trabalho dos conselheiros e ampliar sua visão sobre as próprias responsabilidades dentro da realidade regional foram resultados visíveis ao final desta etapa. As questões legais também foram abordadas. O Dr. Wladimir Ribeiro fez esclarecimentos diretos sobre orçamento, uso de verbas públicas, amplitude das ações de um consórcio público desse tipo e, principalmente, acompanhou os conselheiros na leitura, avaliação e entendimento do Contrato de Consórcio Público e dos Estatutos, ferramentas legais que definem a ação do Conselho Participativo e criação do seu Regimento Interno.

Os conselheiros terminaram o segundo dia animados, apesar do cansaço, com a certeza de que estavam em melhor forma para enfrentar os trabalhos e as responsabilidades relativas ao Consórcio de Ecodesenvolvimento Regional da Serra do Papagaio. Vários equipes se formaram e já saíram do encontro com tarefas definidas. O resultado do trabalho apontou, de forma clara e democrática as principais necessidades e interesses do CP-CER, que foram apresentados nesta ordem de importância:

  1. Elaborar e redigir o Regimento Interno;
  2. Levantar as necessidades de capacitação para formação dos próximos grupos e encontros.
  3. Criar e implantar gerência de contatos e informação entre o grupo de conselheiros e com os outros grupos de trabalho, Câmara Técnica de Meio Ambiente, Conselho Regional de Desenvolvimento Econômico e Social e NACER;
    3.1  Organizar roteiro e visitas  do grupo de conselheiros aos cinco municípios consorciados no entorno do PESP.

As equipes de trabalho já sairam da reunião, com seu “para casa” definido e com a certeza de que valeu à pena ter dedicado tempo e esforço, cumprindo mais essa etapa da implantação do CER-Serra do Papagaio. O Diretor de Áreas Protegidas do IEF, Leonardo Cardoso Ivo, acompanhou as atividades de capacitação no dia 23/08.

Para saber mais:
OFICINA MUNICIPAL – A escola da cidadania
História fotográfica do evento
Painéis resultantes do trabalho dos grupos

Acompanhe, abaixo, alguns lances desses dois dias:

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Conselho Regional de Desenvolvimento Econômico e Social do CER se reúne

Primeira reunião do Conselho Regional de Desenvolvimento Econômico e Social do CER- Serra do Papagaio. Da esquerda para a direita: Rebeca Rossano Costa Mendes, secretaria de meio ambiente de Itamonte e do CODEMA, Clarice Lantelme, gerente do PESP, Ivan Carlos Ferreira, da Secretaria de Turismo de Baependi, Maria Dorotéa Naddeo, diretora executiva da Fundação Matutu, Ricardo Toledo, agente administrativo do CER e Luiz Pedro Costa Leone, de Itamonte.

No dia 15 de agosto, na sede do CER-Serra do Papagaio aconteceu a reunião do Conselho Regional de Desenvolvimento Econômico e Social do CER-Serra do Papagaio – CRDES-CER.
O CMRDES é um órgão do Consórcio, composto por representantes das cinco prefeituras, que tem por objetivo analisar e propor ações para o desenvolvimento socioeconômico da região. A reunião de alinhamento e definição de metas do Conselho é o início de uma ação objetiva do Consórcio para apoiar iniciativas para o desenvolvimento nos cinco municípios consorciados.

A reunião do Conselho Regional de Desenvolvimento Econômico e Social do CER- Serra do Papagaio contou com a presença (da esquerda para a direita) de Madalena Matoso, assessora do Presidente do CP-CER, Ricardo Toledo, Agente Administrativo do CER, Ivan Carlos Ferreira, da Secretaria de Turismo de Baependi, Maria Dorotéa de Aguiar, Diretora da Fundação Matutu.

A segunda Reunião do CRDES, ocorreu no último dia 31, na sede CER-Serra do Papagaio. O trabalho do grupo se concentrou no turismo, já que está é a vocação principal de nossa região. O reconhecimento da área no entorno do PESP e o levantamento de seu potencial e atual situação de empreendimentos turísticos é uma das metas do Conselho. O Presidente do CP-CER-Serra do Papagaio, Alexandre Gaspar, tem sido presença constante nas reuniões.

Ao fundo, Tânia Maria Costa, coordenadora educacional na prefeitura de Baependi e Alexandre Gaspar, Presidente do CP-CER-Serra do Papagaio.

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Reunião da Câmara Técnica de Meio Ambiente do CER-Serra do Papagaio

A segunda reunião da Câmara Técnica de Meio Ambiente do CER-Serra do Papagaio – CTMA-CER, no dia 31 de agosto, contou com a presença do Assessor Especial e Coordenador de Geoprocessamento e Inteligência Espacial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais / SEMAD, Manno França.

O ponto focal das discussões foi a formatação de processos para levantamento de dados para a quantificação e definição da situação atual das condições ambientais da região compreendida pelo Consórcio.  Levantamentos que deverão ser feitos a partir de bases cartográficas, utilizando-se ferramentas de geoprocessamento para inclusão de dados em camadas que formarão a plataforma de dados do CER-Serra do Papagaio. “A implantação de uma base de dados da Serra do Papagaio será de fundamental importância para subsidiar o planejamento e a tomada de decisões e fortalecer o processo de gestão compartilhada do Consórcio, além de possibilitar uma visão integrada e objetiva das diferentes variáveis ambientais da região”, destacou Manno França.

A primeira reunião da Câmara Técnica de Meio Ambiente do CER-Serra do Papagaio ocorreu no último dia 15 de agosto. Na foto, da esquerda para a direita: Maria Dorotéa Naddeo, diretora executiva da Fundação Matutu, Manno França, assessor especial da SEMAD, Catarina Romanelli, da prefeitura de Itamonte, Guilherme de Melo França, presidente da Fundação Matutu, Clarice Lantelme, gerente do PESP e, de costas, Javan Senador, da prefeitura de Aiuruoca e Ricardo Toledo, agente administrativo do CER-Serra do Papagaio.

Outro ponto importante é a necessidade de se envolver parceiros, tais como a EMATER, que já tem levantamento de dados e condição de fornecer, principalmente, informações sobre as comunidades rurais. O Ministério público e os Comitês de Bacias, entre outros serão convidados a participarem desse processo.

A CTA-CER tem como objetivo integrar a política ambiental dos municípios consorciados e estabelecer critérios e indicadores para a avaliação anual da situação ambiental da Serra do Papagaio.  As propostas e projetos elaborados pela CTA, pelos Grupos de Trabalho(GTs) e pelo Conselho Regional de Desenvolvimento Econômico e Social – CRD-CER serão avaliados pelo Conselho Participativo. De acordo com Maria Dorotéa de Aguiar, Diretora Executiva da Fundação Matutu, “…as várias instâncias do CER-Serra do Papagaio trabalharão de forma multidisciplinar e integrada, é assim que se constrói  o desenvolvimento regional”.

Maria Dorotéa Naddeo, diretora executiva da Fundação Matutu atuou como facilitadora na reunião que, entre outras atividades, avaliou a Plataforma Ambiental da SOS Mata Atlântica e definiu os primeiros passos para sua atuação.
A principal atuação desta CT é publicação, no próximo ano de um relatório sobre a situação ambiental da região da Serra do Papagaio. Os dados devem começar a ser levantados desde já nos cinco municíp ios. Serão levantados os dados secundários e sitematizados em uma plataforma que será criada no site-portal do CER-Serra do Papgaio.

Dados palpáveis e consistentes são necessários  para a definição  de propostas e execução  de projetos. O planejamento de políticas públicas só poderá ser feito a partir de um diagnóstico da situação atual e o desafio desta câmara técnica é chegar nas informações e respostas que propiciarão o dimensionamento das soluções e das tecnologias a serem utilizadas.  Itamonte já está trabalhando para montar o SIG – Sistema de Informação Georreferenciadas, voltado para reconhecimento da área municipal e preservação ambiental.

Carlos Pedemonte, que acompanhou a reunião a convite da Fundação Matutu, definiu: “Fico muito feliz de ver materializando-se, digamos institucionalizando-se, os princípios do associativismo, da cooperação e da busca de um modelo mais de acordo com as necessidades de uma vida vo ltada para o bem estar, valorizando a responsabilidade social e ambiental”.

A próxima reunião da CTMA ficou marcada para o dia 16 de outubro.

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Projeto “Bases” leva alerta ambiental às escolas

O Projeto Bases Comunitárias de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais que tem a Fundação Matutu como proponente  e é financiado  pelo Tropical Forest Conservation Act-TFCA / Fundo Brasileiro para Biodiversidade – FUNBIO, esteve na Escola Municipal Porfírio Mendes Pinto, em Alagoa.

Esta escola foi a primeira a receber a visita da Educadora Walkíria dos Santos Pessoa, contratada para levar aos municípios envolvidos no projeto, ou seja, Alagoa, Aiuruoca, Baependi, Itamonte e Pouso Alto, um alerta ambiental sobre o uso do solo e o prejuízo causado pelas queimadas. No dia 3 deste mês, os alunos do 6ª ao 9º anos puderam participar de atividades, propostas e acompanhadas por Walkíria, que, conforme ela ressalta, “pretendem levar os alunos a refletirem, sobre a importância do território em sua vida diária, o uso correto do solo e a razão tradicional das queimadas e os prejuízos causados por elas”, os professores da escola estiveram atentos, acompanhado o trabalho que começou por volta de 7 e terminou às 12, com a liberação das últimas turmas.

Viviana dos Santos Siqueira, funcionária do Parque Estadual da Serra do Papagaio-PESP, esteve presente e falou, brevemente, aos alunos sobre  IEF, o PESP e sobre a Base de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais que foi instalada naquele município, pelo Projeto.

A Escola, através de sua diretora, Magali Pinto Chaves e da coordenadora, Andréia Maria da Fonseca, ficaram satisfeitas com o resultado e receberam a iniciativa de forma delicada e muito positiva. O trabalho feito por Walkíria, permite que os professores deêm continuidade abordando de forma multidisciplinar as tarefas.

As escolas das comunidades e municípios já estão sendo contatadas e todas deverão receber esta capacitação até o final deste mês. De acordo com Walkíria, o trabalho poderá ser executado tanto com professores quanto com alunos, dependendo da disponibilidade das escolas. “…o ideal é trabalharmos com professores, no entanto, mesmo trabalhando com alunos podemos tratar com os professores para darem continuidade às tarefas, assim teremos certeza da fixação do conteúdo.”
No próximo dia 10 estaremos no Campo Redondo, em Itamonte e no dia 17, a confirmar, em Aiuruoca.

Walkíria dos Santos Pessoa. Educadora levando a mensagem de preservação ambiental e prevenção de incêndios florestais, durante o trabalho pelo Projeto “Bases Comunitárias de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais”, da Fundação Matutu em conjunto com o FUNBIO/TFCA.

Apresentação de um dos grupos representando a terra viva e a terra morta.

 

Para ver mais fotos desse trabalho, clique neste link

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