Arquivo de abril \26\UTC 2012

Primeira Reunião do Núcleo de Apoio ao CER-Serra do Papagaio – NACER

logotipo  Nacer

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23 de abril de 2012, data da primeira reunião do NACER, o Núcleo de Apoio ao CER-Serra do Papagaio. A formação deste núcleo faz parte do Convênio Nº 2101010400311, firmado entre a Fundação Matutu e a SEMAD/IEF, para implantação do Consórcio de Ecodesenvolvimento Regional da Serra do Papagaio.

Estiveram reunidos, além de observadores, os representantes indicados pelas prefeituras de Aiuruoca, Alagoa, Baependi e Itamonte e das instituições parceiras, o PESP, a  EMATER e o SEBRAE. À Fundação Matutu, coube articular a reunião, mobilizar os representantes, apresentar a pauta e conduzir o trabalho do grupo que durou quase todo o dia. A diretora executiva da Fundação Matutu e gestora do convênio foi a mediadora do grupo, que, ao final do dia, demonstrou estar esperançoso e ciente da importância do CER para a região da Serra do Papagaio. Durante a reunião foram analisados os objetivos do CER e definidos os encaminhamentos para a execução das ações previstas.

O prefeito de Baependi, Efrain Lemos e o presidente da Fundação Matutu, Guilherme de Melo França, também marcaram presença e acompanharam grande parte da reunião. Na abertura, Efrain declarou que confia na equipe que está sendo formada e apresentou a todos o técnico Ricardo Toledo que irá, juntamente com Wagner Fortunato, também da prefeitura, representá-la dentro do NACER. O prefeito deu as boas vindas aos participantes e destacou ainda a qualidade das relações entre os prefeitos e com a Fundação Matutu, que “…desde o princípio têm feito tudo em perfeita harmonia, apoiando todas as ideias, que começam com o apoio do Governador (Anastasia)… é uma alegria para nós sabermos que estamos ampliando a equipe de trabalho com esse núcleo e que vamos continuar em boas mãos”.

O Núcleo, até o momento, está composto pelos técnicos: Javan Senador e Gilberto Alves Furriel da Silva, Aiuruoca; Daniela Fonseca de Magalhães e Juliano Diniz de Oliveira, Alagoa; Ricardo de Souza Toledo Ferreira e Wagner José Fortunato Pereira, Baependi; Catarina Romanelli Chaves e Leandro Herique Leite, Itamonte; Clarice Lantelme, pelo PESP; Marco Aurélio Serafim Santos e Ronaldo Lopes de Siqueira, pela EMATER; e, como convidadas, Daniela Timponi e Ticiana Tranqueira Malta Lopes, pelo SEBRAE.

Daniela Timponi, técnica do SEBRAE-MG, da Unidade de Políticas Públicas participou da reunião, reiterou seu apoio e concluiu que é um projeto único, sem precedentes no país. “…estou feliz de retomar um projeto do qual eu participei no início”. O SEBRAE é parceiro da Fundação Matutu e desta iniciativa desde o princípio, quando, entre outras ações, possibilitou a vinda do consultor Dr. Wladmir Ribeiro, da Manesco/SP, para dar os embasamentos legais ao CER e também, no evento de constituição, em Pouso Alto. “…as portas estão abertas e acredito que é interesse do SEBRAE voltar a trabalhar com o CER, pelo perfil e caráter da proposta”.

“Uma reunião muito objetiva, clara e produtiva…” com esta frase, o técnico Marco Aurélio, da EMATER, resumiu o encontro. Destacou ainda que “…será importante para executarmos, enquanto EMATER, um trabalho de agente de desenvolvimento, já que nossa ação vai além do simples atendimento técnico”. Encerrou agradecendo ao convite e se compromentendo com o trabalho para a construção conjunta deste ideal.

Guilherme de Melo França, presidente da Fundação Matutu, expressou seu ânimo com o trabalho “…vendo pessoas como vocês aqui reunidos, pessoas que já estão trabalhando há muito tempo nesta área, e que mesmo assim demonstram uma grande paixão pelo trabalho. Ver isso dá uma grande força para continuar.” Acredita que a Fundação Matutu e o CER, reunem algumas coisas de muita importância neste momento”…além de nós mesmos e de pessoas como vocês, dedicadas e capazes para cumprir essa missão, temos o querer comum de construirmos a gestão compartilhada dessa região, observamos, também, condições e circunstâncias muito positivas, ou seja, a forma como a região se desenvolveu ou não se desenvolveu em certas áreas, o que nos permite um trabalho quase pioneiro na preservação e conservação da natureza, a disseminação do uso de tecnologias que – até ontem – não podiamos usar, nisso também temos sido vanguarda, inclusive capacitando pessoas da região para isso. Estamos também caminhando para uma política moderna, não só aqui, mas no mundo …  Temos a obrigação de continuar levando esses conceitos e esse trabalho adiante, pois, é certo que, tudo aquilo que conseguirmos transformar, em termos de pensamento, conceito e uso, democratizando a informação, a gestão pública e as leis, assim poderemos construir coisas que não voltaram a ser como antes. “

A Constituição do NACER é uma das etapas do Convênio firmado entre a Fundação Matutu, assim como o apoio, mobilização e moderação das reuniões para o redesenho do PESP, juntamente com a SEMAD/IEF. Sobre este trabalho indicamos a leitura dos boletins anteriores e desta matéria, publicada no jornal O TEMPO, no dia 22 próximo passado. Aqueles que assinam nosso blog já receberam anteriormente e se você deseja ser avisado imediatamente, quando publicamos algo, clique para seguir a gente. Para assinar, entre com seu e-mail e clique em assine, no campo indicado na coluna ao lado.

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Terras produtivas deixarão de ser áreas de preservação Só a serra do Papagaio terá 148 propriedades beneficiadas

Publicado no Jornal OTEMPO em 22/04/2012
QUEILA ARIADNE Enviada ESpecial
 

Itamonte. Desde que sua fazenda foi incluída na área do Parque Estadual serra do Papagaio, em Itamonte, Sul de Minas, Fidelis Guimarães Neto, 53, não pôde mais investir como gostaria na ampliação da criação de trutas e carneiros porque quem está dentro de uma Unidade de Conservação (UC) tem uma série de exigências ambientais a cumprir. Investimentos que deixaram de serem feitos e empregos cortados são o preço que Minas Gerais paga pela falta de planejamento na criação das UCs. Agora, o governo começa resolver o problema e dá início a um plano de revisão de limites que vai retirar propriedades produtivas de dentro dos parques e aumentar as áreas de preservação.”No passado, não havia tanta tecnologia disponível, os cortes eram baseados em cartas do IBGE, e muitas fazendas e residências ficaram dentro dos parques. Agora, com tecnologia e diálogo, elas serão retiradas”, anuncia o secretário de Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais, Adriano Magalhães.

O primeiro parque redefinido foi o do Sumidouro, no Vetor Norte de Belo Horizonte. Os limites foram revistos, uma nova proposta foi elaborada em formato de lei e aprovada pela Assembleia Legislativa no fim do ano passado. O próximo será o parque serra do Papagaio, que já está com o projeto pronto e só falta ser encaminhado para a Assembleia. O plano está sob condução do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Dentro do parque, 148 propriedades como fazendas e pousadas serão retiradas. Desse total, 90 estão em Itamonte e a fazenda de Neto está entre elas. “Pela primeira vez o governo veio conversar com a população, com bom senso. Antes, vinha a fiscalização e multava por qualquer coisa. Eu deixei de fazer investimentos para ampliar minha criação de trutas, porque não conseguia licença para fazer os investimentos na captação da água. Deixei de crescer e de gerar muitos empregos, pois, se mexesse, poderia até ser preso. Agora eu vou ser realmente dono do que é meu”, conta.

Guilherme Figueiredo Quadros conta que foi obrigado a fechar uma pousada em Aiuruoca, devido à enxurrada de multas que recebia. “A Pousada do Lado de Lá era internacionalmente conhecida e divulgava a cidade para o mundo. Foram anos de investimento e trabalho, mas, antigamente, não tinha conversa com o IEF(instituto Estadual de Florestas), eles multavam por coisas absurdas. Alegaram que eu estava desmatando. Se os turistas vinham ver a natureza, qual o interesse eu teria em desmatar? Sem falar que vinham e gastavam na cidade. Não pretendo reabrir, perdi o gosto. Mas, se eu quiser vender, eu posso, pois antes ninguém se interessaria em comprar uma terra onde não se pode mexer”.

Mineração

Preservação. Hoje, 40% das unidades de conservação de MG têm interferência em áreas de mineração. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Adriano Magalhães, nenhuma será desafetada.

Segurança. “Teremos tranquilidade, a comunidade não viverá mais com medo”, diz Edson Magalhães
Produtor comemora e já pensa em investir mais na região

Itamonte. Edson Perrone Magalhães, 41, é truticultor em Itamonte, Sul de Minas. As terras dele estão dentro do parque Serra do Papagaio e ele comemora a revisão dos limites. “Quem tinha fazenda dentro do parque sempre viveu com medo de alguém chegar e mandar sair. Agora, a gente ganha tranquilidade e segurança”, conta. Magalhães já tem planos para quando puder, de fato, alterar sua propriedade. “Vou fazer um circuito de turismo a cavalo”, diz.Jaques Diniz Ferreira, 36, é apicultor e corretor na região. “As pessoas vivem com medo de chegar alguém que vai mandá-los sair. Com a revisão, teremos como fazer uma reforma e vai melhorar muito a venda de terras e casas. Antes, o comprador não ia querer uma propriedade dentro de um parque, agora, o fato de estar ao lado vai é valorizar”, diz. (QA)

Minientrevista
“Faltava tecnologia naquela época”
Adriano Magalhães
Secretário Estadual Meio Ambiente

Qual é o objetivo dessa revisão dos limites?

Esse trabalho está sendo feito com o objetivo de romper as dificuldades do Estado na regularização fundiária. Como muitas fazendas e residências ficaram dentro das Unidades de Conservação, vamos retirá-las e reduzir os conflitos. Ao mesmo tempo, vamos incluir áreas de relevância do ponto de vista da biodiversidade, que estão fora.

Esses proprietários foram desapropriados e já deveriam ter sido indenizados. Alguns movem ação contra o Estado para ficar na terra ou para receber. O senhor acredita que o processo de revisão vai resolver isso?

Estamos discutindo tudo de forma muito amigável. Se a propriedade for retirada da área de um parque e se o dono tiver alguma ação, ela perderá sentido.

Por que não se pensou nisso quando as unidades foram criadas?

Faltava tecnologia naquela época, os cortes eram, algumas vezes, retos, embora fossem em montanhas. Em alguns casos, como o serra Nova, no Norte de Minas, áreas de extração de pedras foram inteiramente incluídas e as pessoas foram empurradas para a atividade do carvão, que desmata o Cerrado. Hoje, temos imagens de alta definição e investimos em tecnologia e profissionais especializados.

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Ação do projeto Bases Comunitárias de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais – contribuindo com a conservação no Parque Estadual da Serra do Papagaio

Entre os dias 10 e 12 de abril foi realizado, no Centro de Pesquisa e Base Central de Incêndios do PESP –  conhecido como Fazenda Santa Rita, o Curso TEACIF (Técnica do Emprego de Aeronaves em Combate a Incêndios Florestais).

28 brigadistas, das bases de Alagoa, Piracicaba (Baependi) e Matutu (Aiuruoca) participaram do curso, no qual o foco é a utilização de aeronaves em combates. O brigadista tem a oportunidade de se familiarizar com os equipamentos relacionados ao vôo, com a postura e formas de atuação diante de várias situações que são simuladas durante o curso. Realizado pelo Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais  – Previncendio, o curso foi coordenado pela Servidora da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais-SEMAD, Denize Avelar  e teve três dias dedicados a aulas teóricas e práticas, ministradas pelo instrutor Major Didier e pelo Sargento Julimar .

Além dos brigadistas, paraticiparam do curso 6 funcionários do Parque Estadual da Serra do Papagaio. A satisfação com o resultado do curso foi geral. O curso foi oferecido para as comunidades do entorno do PESP, pelo IEF e Previncêndio, e esta incluído no projeto “Bases Comunitárias de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais” da Fundação Matutu/TFCA /FUNBIO. Confira nas fotos de participantes , alguns momentos do curso.


 

Brigada da Fundação Matutu Participa do curso TEACIF

Aton Wilches, coordenador da Brigada da Fundação Matutu, destacou a importância desse curso que serve como uma graduação para os brigadistas, um reconhecimento pelo trabalho voluntário de muitos anos. Além disso, é um conhecimento necessário que pode garantir a segurança e eficiência do brigadista na hora do combate. Quanto mais conhecermos sobre o uso de ferramentas, de aeronaves e de combate, mais estaremos possibilitando segurança e bons resultados. Os três módulos (1- Helicóptero-familiarização e Segurança de vôo, 2- Segurança nas áreas de estacionamento de aeronaves e emprego tático, 3- Procedimentos padrões) do curso, vêm completar o conhecimento de brigadistas que já atuam na região. Isto é mesmo um passo à frente para todos, completa Aton.

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MP publica notícias da Fundação Matutu

A convite do Senhor Procurador Dr. Bergson Guimarães, visitamos o Blog da Coordenadoria das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente da Bacia do Rio Grande, do Ministério Público do Estado de Minas Gerais que tem acompanhado o trabalho da Fundação Matutu relativo ao redesenho do Parque Estaudal da Serra do Papagaio. A Fundação agradece a publicação, que serve como incentivo para continuar sua missão. Pela importância dessa Coordenadoria e do MPMG, consideramos que essa publicação é indicativo da seriedade e da responsabilidade que exige esse trabalho. Para conhecer o Blog da Coordenadoria das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente da Bacia do Rio Grande, clique neste link ou na imagem acima.

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